Gabriel Medina comanda a seleção brasileira nas grandes ondas do Boost Mobile Margaret River Pro na Austrália

Gabriel Medina comanda a seleção brasileira nas grandes ondas do Boost Mobile Margaret River Pro na Austrália

  • Líder do ranking fez o maior placar verde-amarelo do domingo
  • Italo Ferreira e mais cinco brasileiros avançam em suas baterias
  • Tatiana Weston-Webb vence a bateria que abriu o primeiro dia
  • Chamada da segunda-feira as 7h00, 20h00 do domingo no Brasil

Gabriel Medina (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

Confirmando as previsões, o Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona começou com grandes ondas e mar desafiador em Main Break no domingo na Austrália. O bicampeão mundial Gabriel Medina comandou a boa apresentação da seleção brasileira, fazendo o maior placar das oito classificações para a terceira fase. Apenas um tropeçou e terá que disputar a repescagem. Quem também se destacou foi o defensor do título desta etapa, John John Florence, que surfou um tubo incrível que arrancou a primeira nota 10 do ano no World Surf League Championship Tour 2021. O show nas ondas enormes deve continuar na segunda-feira com a primeira chamada as 7h00 na Austrália, 20h00 do domingo no Brasil.

Tatiana Weston-Webb (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

A terceira etapa da “perna australiana” começou com vitória brasileira de Tatiana Weston-Webb na primeira bateria do domingo em Main Break. A gaúcha liquidou as australianas Keely Andrew e Macy Callaghan com dois ataques explosivos de backside numa onda que valeram nota 7,67. Essa marca só foi ultrapassada pela tetracampeã mundial Carissa Moore, que ganhou 8,33 com um rasgadão invertendo a direção da prancha e uma batida forte na junção. Tanto a havaiana, que lidera o ranking da World Surf League, como a vice-líder Caroline Marks e Tatiana, que está em terceiro lugar, estrearam com vitórias em Margaret River.

A categoria masculina foi iniciada após as seis baterias femininas e Alex Ribeiro caiu para a repescagem na primeira bateria. Mas, a segunda terminou com dobradinha verde-amarela de Filipe Toledo e Peterson Crisanto, sobre o australiano Connor O´Leary. As ondas foram subindo durante a manhã e algumas séries já passavam dos 10 pés quando eles entraram no mar. Cada um só conseguiu surfar as duas ondas que são computadas e Filipe venceu por 11,50 pontos com uma que pegou no início e a outra no último dos 35 minutos da bateria. Peterson também passou direto para a terceira fase somando 10,10 pontos, contra 8,36 do australiano.

Filipe Toledo (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

“Aqui é West Oz e se a previsão é de ondas grandes, vai realmente ter ondas grandes de verdade”, disse Filipe Toledo. “Eu me senti preparado e até troquei de prancha por uma maior antes da bateria, que funcionou bem. Eu geralmente uso uma 5’9’’ ou 5’10’’, mas aqui surfei com uma 6’3’’ mais pesada, com rabeta bem fina. Me senti confortável com ela e só foi um pouco complicado identificar onde eu deveria me posicionar lá fora. Foi bem difícil, mas estou feliz pela vitória e pelo Peterson (Crisanto) também ter passado junto comigo”.

Outra classificação dupla do Brasil aconteceu na bateria dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, contra o jovem australiano Cyrus Cox de apenas 16 anos de idade. Medina estava voltando a vestir a lycra amarela de número 1 no ranking da World Surf League e escolheu bem as ondas para fazer o maior placar brasileiro do dia, 13,93 pontos. As ondas estavam muito grandes e ele pegou a maior da bateria, recebendo nota 7,43 com um rasgadão incrível debaixo do lip, seguido por um cutback e um batidão jogando água pra cima.

Gabriel Medina (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

“Estou feliz em ter passado a bateria e acho que vi uma das maiores ondas numa bateria que eu já competi, hoje aqui”, disse o bicampeão mundial, Gabriel Medina. “Foi uma sensação diferente, porque o mar está bem grande, difícil, mas estou feliz com minha performance e espero continuar avançando. Independente da situação, quero fazer o meu melhor. Tem sido divertido aqui, tenho conhecido mais o lugar dessa vez e estou feliz em surfar mais essa onda”.

No último minuto, Mineirinho surfou uma boa onda também para confirmar a segunda dobradinha brasileira por 10,07 a 7,17 pontos do australiano. Esta foi a terceira vez que Gabriel e Adriano se enfrentaram esse ano e Medina ganhou todas. Antes do CT 2021, Mineiro tinha superado o bicampeão mundial em oito das onze baterias que eles haviam disputado no CT, mas o placar agora está em 8 a 6. Entre os 11 titulares da seleção brasileira deste ano, Adriano de Souza é o único que venceu a etapa de Margaret River, em 2015.

DEFENSOR DO TÍTULO – Essa bateria aconteceu logo após o defensor do título mundial, Italo Ferreira, enfrentar dois surfistas locais de Margaret River. O potiguar falhou nas duas primeiras ondas que pegou, mas na terceira acertou um reentry de backside muito forte debaixo do lip e fez mais duas manobras para ganhar nota 7,83. Mas, seus adversários também surfaram bem, com Jack Robinson recebendo nota 7,00 e Jacob Willcox conseguindo 6,97 para assumir a ponta há 15 minutos do fim da bateria mais disputada do domingo até ali.

Italo Ferreira (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

Robinson chega a tirar a segunda vaga direta para a terceira fase do brasileiro fazendo várias manobras numa onda que valem 6,43. Italo responde numa bem maior, combinando um rasgadão no pocket da onda com uma batida reta de backside, para recuperar a liderança com nota 5,93. Só que Jacob pega uma morra e surfa muito forte, com ataques explosivos no crítico da onda para confirmar a vitória por 15,30 pontos com nota 8,33. No último minuto, Jack ainda tem a chance de fazer uma dobradinha australiana sobre o campeão mundial, mas Italo se classifica em segundo lugar por uma pequena vantagem de 13,76 a 13,43 pontos.

PRIMEIRA NOTA 10 – A apresentação de Jacob Willcox foi a segunda melhor do dia até ali. O grande destaque do domingo foi o bicampeão mundial John John Florence, que arrancou a primeira nota 10 do ano no CT masculino num tubaço incrível. O havaiano ficou muito profundo, atravessando três, quatro placas que caíram antes de sair em pé e ainda mandar um batidão na junção. O surfe dele se encaixa muito bem com as ondas pesadas de Margaret River e ainda surfou outra onda boa para totalizar 17,50 pontos.

John John Florence entrando no tubo nota 10 (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

“Foi muito divertido e eu nem estava querendo ir naquela onda, porque parecia que ia fechar”, contou John John Florence, que venceu as duas últimas edições desta etapa de Margaret River em 2017 e 2019. “Eu entrei nela pensando em fazer umas manobras, então na última hora eu puxei para o tubo e ele continuou e continuou abrindo todo o caminho até o fim. Foi um tubo realmente imprevisível aqui em Main Break, mas certamente existem alguns bons por aí, se você conseguir encontra-los. Estou usando a mesma prancha que eu surfei aqui nos últimos anos e parece que sempre funciona muito bem”.

O havaiano ganhou a terceira bateria masculina do domingo, a primeira sem brasileiros disputando classificação. Na quarta, o camisa 5 da seleção, Jadson André, avançou em segundo lugar na vitória do sul-africano Jordy Smith. Na quinta, o outro potiguar da elite mundial, Italo Ferreira, também se classificou em segundo. E na sexta, o camisa 10 Gabriel Medina passou junto com o capitão da seleção, Adriano de Souza.

MAIS DESTAQUES – Depois, o sul-africano Matthew McGillivray chegou perto dos recordes de John John Florence em Margaret River, manobrando forte nas direitas enormes de Main Break para atingir 17,33 pontos com notas 9,00 e 8,33. Ele e o australiano Wade Carmichael acabaram mandando para a repescagem o número 4 do ranking, Conner Coffin, californiano que foi vice-campeão na vitória de Gabriel Medina no Rip Curl Narrabeen Classic.

Duas baterias depois, o australiano Ryan Callinan quase consegue a segunda nota 10 do World Surf League Championship Tour 2021, com um ataque insano de backside numa direita gigantesca em Main Break. Três dos cinco juízes deram nota máxima para ele, mas os outros dois não e a média ficou em 9,93. Foi a segunda maior da temporada, também superando o 9,70 do aéreo incrível de Gabriel Medina na semifinal do Rip Curl Newcastle Cup.

Miguel Pupo (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

SETE BRASILEIROS – Na décima das doze baterias da primeira fase, que acabou sendo a última do domingo, Miguel Pupo garantiu a sétima classificação verde-amarela igualando a maior nota brasileira do dia, 7,83 do campeão mundial Italo Ferreira. Com ela, avançou em segundo lugar no confronto vencido pelo australiano Julian Wilson por 13,07 a 11,60 pontos, com o português Frederico Morais caindo para a repescagem com 7,93.

Mais três brasileiros estão nas duas baterias que ficaram para abrir a segunda-feira do Boost Mobile Margaret River Pro. Na primeira do dia, Deivid Silva enfrenta o francês Jeremy Flores e o australiano Owen Wright. Na seguinte, que fecha a rodada inicial, Yago Dora e Caio Ibelli disputam as duas últimas vagas diretas para a terceira fase com o australiano Ethan Ewing. Certamente, será mais um dia de ondas desafiadoras em Main Break.

O Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo Facebook, Youtube e aplicativo da WSL e pelos canais da ESPN Brasil. A próxima chamada será as 7h00 da segunda-feira em Margaret River, 20h00 do domingo no Brasil.


Divulgação por: João Carvalho WSL South America Media Manager

www.worldsurfleague.com

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