Cinco brasileiros passam para as oitavas de final do Rip Curl Rottnest Search na Austrália

Cinco brasileiros passam para as oitavas de final do Rip Curl Rottnest Search na Austrália

  • Miguel Pupo foi recordista na quinta-feira em Strickland Bay
  • Gabriel Medina segue defendendo a liderança do ranking 2021
  • Italo Ferreira faz um duelo brasileiro com Adriano de Souza
  • Brasil 4 x 2 Austrália nos confrontos diretos na terceira fase
  • Chamada da sexta-feira as 7h15, 20h15 da quinta-feira no Brasil
Miguel Pupo foi um dos recordistas do dia (Crédito: Matt Dunbar / World Surrf League via Getty Images)

Depois de dois dias parado por falta de boas ondas, o Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona retornou na quinta-feira para um longo dia de competição na Austrália. Cinco surfistas da seleção brasileira passaram para as oitavas de final da etapa que fecha a “perna australiana” do World Surf League Championship Tour, os campeões mundiais Gabriel Medina, Italo Ferreira e Adriano de Souza, Yago Dora e Miguel Pupo, que foi um dos recordistas do dia. Também foram definidas as quartas de final femininas e a primeira chamada da sexta-feira será as 7h15 na ilha Rottnest em Western Australia, 20h15 da quinta-feira no Brasil.

Para aproveitar o melhor dia de ondas da semana em Strickland Bay, a comissão técnica decidiu utilizar o formato “overlapping heats”, com duas baterias de 44 minutos cada, sendo disputadas simultaneamente. Foram realizadas as dezesseis da terceira fase masculina e as oitavas de final femininas. A seleção brasileira da WSL não começou bem o dia no confronto direto com a Austrália, com o número 3 do ranking, Filipe Toledo, sendo eliminado junto com Deivid Silva. Mas, depois os brasileiros viraram o placar para 4 a 2.

Antes da primeira vitória sobre o time australiano, aconteceu um duelo verde-amarelo com Miguel Pupo fazendo os recordes do dia entre os homens. Ele dominou a disputa contra o também paulista Caio Ibelli desde o início. O mar já estava mais inconsistente e Caio não conseguia achar boas ondas. Ele até saiu do mar para trocar sua prancha por uma menor. Mas, logo Miguel pegou uma esquerda da série e atacou forte com um batidão tirando as três quilhas da água, mandando mais duas manobras explosivas para ganhar 8,33. Pupo igualou a maior nota do dia do australiano Julian Wilson e pegou outra esquerda, que finaliza com um aéreo reverse para somar 6,33 no maior placar da quinta-feira até ali, 14,66 pontos.

Miguel Pupo (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

“Eu sabia que precisava de duas ondas boas na bateria e foi isso que fiz. Vi o Gabriel (Medina) fazendo um aéreo na primeira onda dele e achei que deveria mandar um também, que valeu uma nota boa”, contou Miguel Pupo, que vai enfrentar o taitiano Michel Bourez nas oitavas de final. “Na real, estou bem feliz em poder surfar uma esquerda no circuito. Eu nem pensava em pegar direitas, mas acabei surfando uma e até tirei uma boa nota. É preciso estar com a mente aberta para qualquer situação em ondas como essas, então estou bem feliz em pegar uma esquerda da série, que deu para tirar uma nota alta (8,33)”.

Os últimos 22 minutos do confronto brasileiro, foram divididos com os 22 minutos iniciais da bateria do camisa 10 da seleção brasileira, Gabriel Medina, que conquistou a primeira vitória contra a Austrália. O líder do ranking usou a tática de pegar o máximo de ondas possível na difícil condição do mar, para ir somando notas. Ele usou sua variedade de manobras de borda e aéreas também, para derrotar Kael Walsh por 10,80 a 8,20 pontos. Depois de surfar várias esquerdas, ele pegou uma direita há 2 minutos do fim e vai atacando de backside numa boa rasgada, um aéreo 360, mais uma batida e outra rasgada na onda que vale nota 5,57.

Gabriel Medina voando em Strickland Bay (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

“As ondas estão meio difíceis. Não sei se é a maré, ou o vento. De fora parece bonito, mas está difícil de surfar. Não gosto de baterias assim e espero ter mais oportunidades na próxima”, disse Gabriel Medina, que venceu o último evento da série Rip Curl Search em San Francisco, em 2011. “Sim, eu adoro esse troféu. É um dos meus favoritos que tenho em casa. Quando vi que ia ter o evento de novo, fiquei empolgado para ganhar outro. O meu primeiro já está bem velhinho, então quero tentar levar esse aqui. Espero continuar avançando e que tenha mais ondas nas próximas, para fazer o meu melhor nas baterias”.

BRASIL 4 X 2 AUSTRÁLIA – Depois, vieram mais três vitórias seguidas sobre o time australiano, virando o placar para 4 a 2 nos confrontos diretos com os donos da casa na terceira fase do Rip Curl Rottnest Search. A série invicta iniciada por Gabriel Medina, foi reforçada pelos outros dois campeões mundiais do Brasil, Italo Ferreira e Adriano de Souza, que vão se enfrentar no penúltimo duelo das oitavas de final. Ainda teve Yago Dora despachando mais um australiano com a segunda melhor apresentação da seleção brasileira na quinta-feira em Strickland Bay.

O defensor do título mundial e vice-líder do ranking, Italo Ferreira, usou a mesma tática do líder. Se Gabriel Medina foi em doze ondas para vencer sua bateria, Italo pegou onze, também usando os aéreos e seu repertório de manobras inovadoras e progressivas, sem dar qualquer chance para Jacob Willcox. Ele liderou a bateria desde a nota 6,07 da sua primeira onda, mas as melhores ganharam 6,67 e 6,53, para vencer fácil por 13,20 a 9,10 pontos.

italo Ferreira (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

“Teve bastante ondas lá fora nessa bateria, então você consegue ter mais oportunidades para tentar ganhar notas boas e colocar pressão no seu oponente”, disse Italo Ferreira. “Eu me diverti bastante na bateria e é legal esse sistema (overlapping heats) quando tem muitas ondas entrando. Estou gostando muito de conhecer essa ilha. A gente tem andado de bike e estou me divertindo bastante. Está sendo bem bacana”.

O capitão da seleção brasileira da WSL, Adriano de Souza, não ficou tão ativo no mar como Medina e Italo. Preferiu uma boa escolha de ondas para liquidar uma das apostas do surfe australiano, Ethan Ewing. Mineirinho só surfou quatro ondas e computou as notas 5,93 e 5,33 das duas melhores, para ganhar por 11,26 a 8,70 pontos. Adriano agora vai voltar a enfrentar Italo Ferreira na ilha Rottnest, como na primeira fase do Rip Curl Search, quando ele derrotou o atual campeão mundial, mas ambos passaram juntos para o rounde 3.

Adriano de Souza (Crédito: Cait Miers / World Surf League via Getty Images)

“As condições estão bem complicadas agora e é uma pena estar no meu último ano competindo em baterias sem tantas ondas boas”, disse Adriano de Souza, que está encerrando sua carreira no Circuito Mundial esse ano. “A gente sempre sonha com o Dream Tour, de competir com os melhores do mundo e acho que o Ethan (Ewing) é uma promessa que em breve vai dar trabalho. Como esse é meu último ano, estou tentando aproveitar ao máximo, me divertir e sinto que está sendo mais fácil, comparando com a galera que está na briga por pontos no ranking. Pra mim está sendo um prazer e fico feliz por ter avançado mais uma”.

Para selar a vitória sobre o time australiano, por 4 a 2 na casa deles, Yago Dora fez a segunda melhor apresentação da seleção brasileira na quinta-feira. O catarinense acertou os aéreos e usou a força nas manobras de borda, abrindo grandes leques de água a cada ataque, para liquidar Jack Freestone por 13,94 a 9,84 pontos, com notas 7,27 e 6,67. Yago vai disputar a última oitava de final com o australiano Connor O´Leary, que barrou o japonês Kanoa Igarashi batendo o recorde de 14,66 pontos de Miguel Pupo, com os 15,60 que atingiu com notas 8,10 e 7,50 na bateria que fechou a quinta-feira em Strickland Bay.

Yago Dora (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

OITAVAS DE FINAL – O primeiro a se apresentar nas oitavas de final será o recordista da terceira fase, Miguel Pupo, na quarta bateria com o taitiano Michel Bourez. Na disputa seguinte, Gabriel Medina faz mais uma defesa da liderança do ranking com o australiano Owen Wright, reeditando a decisão do título dos dois últimos anos nos temidos tubos de Teahupoo. Medina venceu a etapa do Taiti em 2018, mas Owen deu o troco em 2019.

Depois, tem o duelo brasileiro de campeões mundiais, entre Italo Ferreira e Adriano de Souza, na sétima oitava de final. Italo é o único que ainda pode tirar a lycra amarela do Medina nesta etapa, mas já necessita da vitória em Rottnest para isso. Já o líder garante o primeiro lugar se chegar nas semifinais. Quem passar na bateria verde-amarela, enfrentará o vencedor do segundo duelo Brasil x Austrália das oitavas de final, do Yago Dora e Connor O´Leary.

QUARTAS DE FINAL FEMININAS – Antes dos homens competirem na quinta-feira, foram realizadas as oitavas de final femininas com algumas surpresas, como as eliminações das números 3 e 4 do ranking, Stephanie Gilmore e Caroline Marks, por Nikki Van Dijk e Malia Manuel, respectivamente. As duas já foram ultrapassadas por Tyler Wright, que avançou para enfrentar a também australiana Nikki Van Dijk nas quartas de final.

Tyler é a única surfista que pode tirar a vice-liderança da brasileira Tatiana Weston-Webb, mas só com a vitória no Rip Curl Rottnest Search. A líder Carissa Moore também venceu sua bateria e ampliou a grande vantagem no ranking. Já o destaque da quinta-feira entre as meninas foi a francesa Johanne Defay, que fez os recordes do dia até ali, nota 8,17 e 15,57 pontos.

Johanne Defay (Crédito: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

“É sempre bom começar com uma nota boa (8,17). Eu senti que minha primeira manobra não foi boa, mas fiquei muito feliz com o layback na finalização, que pelo jeito os juízes gostaram também”, disse Johanne Defay, que respondeu sobre o formato overlapping heats. “Acho que aqui onde tem ondas quebrando para os dois lados fica melhor. Mas, a última vez que competi assim foi bem mais difícil, porque foi em Bells, que é um pointbreak só de direitas”.

As australianas são maioria entre as concorrentes ao título desta última etapa em seu país. Sally Fitzgibbons enfrenta a havaiana Malia Manuel na primeira bateria das quartas de final e a segunda será entre duas australianas, Tyler Wright e Nikki Van Dijk. Na terceira, a havaiana Carissa Moore faz o terceiro duelo com Isabella Nichols na Austrália. Na última, se enfrentam as recordistas das oitavas de final, Johanne Defay e a japonesa Amuro Tsuzuki, que tirou a maior nota do dia, 8,33, para vencer a norte-americana Courtney Conlogue.

PRÓXIMA CHAMADA – O Rip Curl Rottnest Search apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Youtube e aplicativo da WSL e pelos canais da ESPN Brasil. Esta quinta etapa do World Surf League Championship Tour tem prazo até o dia 26 para fechar a “perna australiana” na ilha Rottnest. A primeira chamada para as oitavas de final será as 7h15 da sexta-feira na Austrália, 20h15 da quinta-feira no Brasil.

PRÓXIMAS BATERIAS DO RIP CURL ROTTNEST SEARCH:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 3.320 pontos:
1.a: Jordy Smith (AFR) x Julian Wilson (AUS)
2.a: Leonardo Fioravanti (ITA) x Morgan Cibilic (AUS)
3.a: Seth Moniz (HAV) x Liam O´Brien (AUS)
4.a: Michel Bourez (FRA) x Miguel Pupo (BRA)
5.a: Gabriel Medina (BRA) x Owen Wright (AUS)
6.a: Conner Coffin (EUA) x Mikey Wright (AUS)
7.a: Italo Ferreira (BRA) x Adriano de Souza (BRA)
8.a: Yago Dora (BRA) x Connor O´Leary

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 4.745 pontos:
1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) x Malia Manuel (EUA)
2.a: Tyler Wright (AUS) x Nikki Van Dijk (AUS)
3.a: Carissa Moore (EUA) x Isabella Nichols (AUS)
4.a: Johanne Defay (FRA) x Amuro Tsuzuki (JPN)

RESULTADOS DA QUINTA-FEIRA EM STRICKLAND BAY:

TERCEIRA FASE – Vitória=Oitavas de Final ou 17.o lugar com 1.330 pontos:
1.a: Jordy Smith (AFR) 14.17 x 10.40 Stuart Kennedy (AUS)
2.a: Julian Wilson (AUS) 14.10 x 12.07 Wade Carmichael (AUS)
3.a: Leonardo Fioravanti (ITA) 14.13 x 13.67 Ryan Callinan (AUS)
4.a: Morgan Cibilic (AUS) 12.57 x 12.17 Deivid Silva (BRA)
5.a: Liam O´Brien (AUS) 13.66 x 12.50 Filipe Toledo (BRA)
6.a: Seth Moniz (EUA) 12.33 x 9.53 Jack Robinson (AUS)
7.a: Michel Bourez (FRA) 12.84 x 7.50 Frederico Morais (PRT)
8.a: Miguel Pupo (BRA) 14.66 x 6.34 Caio Ibelli (BRA)
9.a: Gabriel Medina (BRA) 10.80 x 8.20 Kael Walsh (AUS)
10.a: Owen Wright (AUS) 13.70 x 9.00 Matthew McGillivray (AFR)
11.a: Conner Coffin (EUA) 11.10 x 10.70 Alex Ribeiro (BRA)
12.a: Mikey Wright (AUS) 10.83 x 9.77 Griffin Colapinto (EUA)
13.a: Italo Ferreira (BRA) 13.20 x 9.10 Jacob Willcox (AUS)
14.a: Adriano de Souza (BRA) 11.26 x 8.70 Ethan Ewing (AUS)
15.a: Yago Dora (BRA) 13.94 x 9.84 Jack Freestone (AUS)
16.a: Connor O´Leary (AUS) 15.60 x 12.33 Kanoa Igarashi (JPN)

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com 2.610 pontos:
1.a: Malia Manuel (EUA) 14.44 x 12.16 Caroline Marks (EUA)
2.a: Sally Fitzgibbons (AUS) 14.60 x 10.97 Macy Callaghan (AUS)
3.a: Nikki Van Dijk (AUS) 13.83 x 11.10 Stephanie Gilmore (AUS)
4.a: Tyler Wright (AUS) 12.84 x 8.67 Sage Erickson (EUA)
5.a: Carissa Moore (EUA) 14.16 x 9.80 Mia McCarthy (AUS)
6.a: Isabella Nichols (AUS) 9.93 x 9.34 Bronte Macaulay (AUS)
7.a: Johanne Defay (FRA) 15.57 x 8.93 Keely Andrew (AUS)
8.a: Amuro Tsuzuki (JPN) 14.33 x 13.37 Courtney Conlogue (EUA)


Créditos Matt Dunbar e Cait Miers, via Getty Images WSL

 

 


Divulgação por:

João Carvalho WSL South America Media Manager

Felipe Marcondes
WSL Latin America Senior Manager

www.worldsurfleague.com

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